Editorial

Em vez da morte, a vida assistida

“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12.7) No último dia 10 de maio, aos 104 anos e sem qualquer doença terminal, o cientista australiano, botânico, David Goodall ativou um mecanismo para receber uma injeção letal em Basileia, na Suíça, procedimento chamado de morte assistida; na verdade foi um suicídio consentido pelas leis daquele país.
Embora nesta vida soframos com aflições que nos abalam no ânimo e na fé, escasseando razões para alegria e esperança, a fé bíblica tem a vida como um valor inegociável, um bem que pertence exclusivamente a Deus, dádiva da qual jamais devemos abrir mão. Lemos em  I Samuel 2:6: “O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir.” Assim crendo, cabe ao ser humano usar a bênção da vida da melhor maneira possível, investindo em sua qualidade física, emocional e espiritual para cumprir a sua vocação de glorificar ao Criador, a quem pertence o controle de tudo.
Pensando no assunto e olhando para tantos à volta, reivindiquemos o justo direito de assistirmos uns aos outros em amor, agindo com compaixão e generosidade para com o próximo, sem reservas ou acepções. Aceitando que enquanto houver um fôlego de vida, um suspiro que seja, mesmo que não entendamos, há um propósito de Deus para nós e para aqueles que estão ao nosso redor, vivamos e ajudemos a viver, assistindo uns aos outros com muito amor e carinho.
E a morte? Que morte? Deixemos a morte nas mãos de Deus e simplesmente vivamos e deixemos viver.

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