Celebrando pentecostes

Pentecostes, ou a Festa da Colheita, foi instituída nas leis mosaicas, e ocorre 50 dias após a celebração da Páscoa. No tempo de Jesus era uma das festas mais importantes. Vinham a Jerusalém não só os judeus moradores de Judéia, como também povos de muitas nações seguidores da religião judaica os prosélitos.
Após a ascensão de Jesus aos céus, seus discípulos ficaram reunidos em uma casa até que chegasse o Espírito Santo. E ele veio, com demonstração de poder: labaredas como de fogo, pousando sobre cada discípulo, e um som de ventania forte. Foi o sinal para que saíssem de casa e começassem a pregar publicamente o evangelho no dia de Pentecostes, estando Jerusalém cheio de participantes da festa, vindo de perto e de longe, da Judéia e das nações vizinhas.
Há dois aspectos deste evento que merecem destaque. Primeiro, temos o cumprimento de duas promessas feitas por Jesus. A primeira, de que a sua partida causaria a vinda do Espírito Santo para habitar entre e em nós. Segundo, que o evangelho da salvação seria pregado para todo o mundo, para judeus e gentios. Nós, cristãos, somos um povo que vive pela promessa: da vitória sobre a morte, do perdão do pecado, da vida eterna. E ousamos viver por esta fé nas promessas de Deus por um motivo simples: Ele as cumpre todas como a cumpriu neste dia específico.
O segundo aspecto a ser considerado é este: as revelações de Deus são feitas a todos, publicamente. Todos sentiram o poder do Espírito, ao entenderem a mensagem do evangelho como se estivessem ouvindo em seu próprio idioma, viessem de onde viessem. O poder do Espírito, testemunhado por tantas pessoas, causou a conversão imediata de três mil pessoas, para a Glória de Deus! Não existe na tradição judeo-cristã a figura da revelação especial de Deus para uma ou outra pessoa. O Deus Encarnado viveu entre seu povo, foi visto por milhares, tanto na sua vida como na sua morte, ressurreição e ascensão.
Jesus é real e histórico. A presença do Espírito Santo entre nós também o é. Festejemos o Pentecostes!