Então

“Então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram.”
Mateus 26:56

Antes da Ressurreição: quando Jesus é preso, os discípulos – todos, grifa Mateus – fogem. Seu sonho de um governo messiânico imediato desmorona. Pedro, naquela mesma noite, nega Jesus, não uma vez, mas três. O medo transforma os corajosos em covardes. Apenas João está com Jesus durante sua agonia na cruz. O que esperar de gente deste tipo?
Depois da Ressurreição: os discípulos, agora apóstolos, pregam com poder e destemor à multidão no dia de Pentecostes. Pedro enfrenta o sinédrio que o proibira de pregar o evangelho, e afirma que é mais importante obedecer a Deus que aos homens. Ora, com seus irmãos, por coragem para pregar; não pede a Deus que faça cessar a perseguição. O que mudou? Simplesmente, a vinda do Espírito Santo para formar e conduzir a história da Igreja de Jesus.
É o Espírito que habita em nós, que nos convence do pecado, que forma nosso caráter cristão, que nos transforma para sermos imagem presente de Jesus, que nos dá coragem diante da adversidade, do sofrimento, dos nossos tropeços e quedas. É Ele que transforma nossas orações Madruga d a do carinho balbuciadas, imperfeitas e egoístas em algo que possa ser do agrado de Deus Pai.
Não é o Espírito de Deus que nos dá revelações particulares, que nos ensina a determinar as ações de Deus, que nos dá poderes específicos de grande impacto público, que nos garante felicidade, saúde e riqueza.
O Espírito de Deus não é um mero instrumento que Deus usa: é Deus, parte da Trindade, assim como Deus Pai e Deus Filho. Aprendamos este fato, para que possamos experimentar a gloriosa riqueza de nosso relacionamento com a Trindade.