In Memoriam

Quando enterramos um ente querido, nos despedimos do que amamos. No baixar do caixão, damos adeus a personalidades, pensamentos, passado e um futuro que nunca veio a existir. Restam memórias, no maior de todos os pontos finais.
O que vamos representar essa noite na nossa igreja é a mesma situação: ao afundar nas águas, a personalidade, a forma de pensar, o passado que se foi e o futuro que não chegou se encerrarão. A pessoa que existia já não está mais nesse mundo. Quando nossos irmãos passam por ????????? (“baptismos”, do grego para “mergulhar”), nos despedimos de quem conhecíamos.
Mas (graças a Deus!), assim como nós e diferente daqueles que partiram, eles não permanecerão no fundo do batistério, mas levantarão das águas. “Fomos sepultados com ele [Cristo Jesus] na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.” Romanos 6.4 Em mais uma demonstração da grande misericórdia de Jesus, recebemos uma folha branca para começar uma nova história de nossas vidas. As trevas de nosso passado enegrecem a água do batistério, mas de lá nos levantamos limpos, mais alvos do que a neve, para não mais vivermos nós, mas Cristo em nós (Gl 2.20). Renascemos, enfim, para uma nova vida.
Ecoa em nosso coração a pergunta do fariseu Nicodemos: “Como pode alguém nascer, sendo velho?” (Jo 3.4a). A resposta de Jesus é a mesma que aprenderemos hoje, nessa celebração em nossa igreja: “Ninguém pode entrar no reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito” (Jo 3.5b). Hoje, a Igreja Batista da Granja Viana estará povoada de novos homens e novas mulheres.
O “velho eu” será apenas um conhecido distante, mas “novo eu” viverá com um coração ardente de amor pelo evangelho. Teremos novos heróis da fé na galeria dos santos de Deus, novos soldados no exército de graça de Cristo, prontos a anunciar publicamente a transformação de seus corações e a mudarem esse mundo, munidos da maior arma que recebemos do nosso Salvador: o amor. Louvado seja o nome do nosso Senhor Jesus Cristo, pois hoje é dia de festa nos céus e na terra, e Ele se alegra: “este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado!” (Lc 15.24a).
Amém!