Mateus 6:21

…porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
Há uns 100 anos, Bob LeTourneau, após dois fracassos, acertou seu passo. Os Estados Unidos começavam a viver a era do automóvel; era necessário construir mais e mais estradas, e Bob sabia fazer máquinas pesadas para este fim. Sua máquina mais famosa era uma caçamba gigante, puxada a trator, que removia a terra de um lugar para outro, substituindo milhares de mulas.
Depois de alguns anos, mudou-se de um vagão ferroviário, adaptado para ser uma residência, para uma casa boa, embora modesta. Passado mais algum tempo, perguntou a sua esposa se precisavam de todo aquele dinheiro que vinha de sua empresa bem sucedida. Diante da negativa, decidiram doar cinquenta por cento da empresa para a obra de Deus.
Pulemos mais alguns anos, e lá está Bob repetindo a mesma pergunta:
precisamos de tanto dinheiro? Desta vez doou mais quarenta por cento à obra, ficando com apenas dez por cento. Ainda sobrou para contribuir significativamente para a construção de Monróvia, capital da Libéria, país formado para receber negros americanos desejosos de voltar para a África de seus antepassados, trazidos para os Estados Unidos como escravos. Jesus, no versículo acima, definia com a palavra “tesouro” o que nós chamamos “prioridades”. Temos a tendência de colocar como prioridades nosso lar (quando o temos) ou aquilo que vemos como necessidades individuais básicas, tais como teto, alimentação, educação, saúde, lazer e cultura. O reino de Deus fica com as sobras. O tesouro de Bob era o reino de Deus e sua justiça. E, como Jesus deixou claro, ao escolher o reino como tesouro, nada do que necessitava jamais lhe faltou.

Qual é o meu tesouro? Onde está meu coração?