Sansão e a Sedução da Cultura

A palavra sedução vem do latim “sudecere”, que literalmente significa “levar para o lado” afastar-se de uma coisa boa e correta para algo vil e inferior.

Sansão foi o grande “seduzido” de todos os tempos, ele foi chamado para ser um especial instrumento de Deus, em um tempo quando todo o povo de Deus fora seduzido pela cultura dos filisteus. Na época dos juízes, a nação de Israel se encontrou oprimida por vários vizinhos, mas como R. C. Sproul disse: “De maneira diferente dos outros invasores, os filisteus eram civilizados e não se mostravam terrivelmente opressivos; por conseguinte, Israel relaxou sob o domínio dos filisteus e não invocou o Senhor”.

Neste ambiente foi que Deus chamou Sansão. O povo de Israel havia se acomodado a uma coexistência pacífica com os filisteus; e Sansão seria o instrumento de Deus para despertar seu povo e convocá-lo a abandonar sua paixão pela cultura filisteia.

Por ter sido dotado com uma força super-humana, Sansão foi, por muito tempo, um poderoso e eficiente instrumento nas mãos de Deus: “O Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele” (Jz 14.6,19; 15.14). Aí estava a fonte da força de Sanção, o Espírito Santo, não havia qualquer vínculo mágico entre a força e o cabelo de Sansão, apesar de ser nazireu e não poder cortar o cabelo por toda a sua visa.

Após ter sido usado por Deus durante diversos anos, Dalila apareceu no cenário da história, ela deve ter sido muito bonita, e os príncipes filisteus sabiam que Sansão possuía uma fraqueza por mulheres bonitas. Dalila fora comprada para saber a origem de sua força. Quando os filhos de Deus aprenderão que sempre existem inimigos escondidos por perto, esperando uma oportunidade de fraqueza, a fim de que entrem em cena e causem destruição? Por causa do louco flerte de Sansão com o pecado, o Senhor já havia se retirado dele.

Por que, após se tornar óbvio o que Dalila pretendia, Sansão continuou o relacionamento até que, por fim, ele falou da fonte de sua força? Por que ele correu tão grande risco? Ficamos enamorados de coisas que sabemos que nos destruirão.

Sansão pagou um terrível preço por sua tolice. Talvez o epitáfio de seu túmulo poderia ser: “Seduzido pela cultura que, por Deus, ele foi chamado a influenciar”.

Fomos chamados para influenciar a cultura, porém essa cultura é sagaz e tem, por outro lado, o chamado de nos influenciar. O sal tem que salgar e a luz iluminar. Miremos no exemplo de Sansão.